Quarenta
e um por cento dos internautas brasileiros baixam pirataria na
internet, segundo o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada,
divulgado nesta quinta-feira. Segundo o levantamento, dos trinta e
quatro milhões e setecentos mil usuários que dizem fazer download de
arquivos, oitenta e um por cento são considerados ‘piratas’. Para o
Ipea, piratas on-line são aqueles usuários que baixaram músicas ou
filmes nos últimos três meses, mas não comparam nenhum conteúdo na
internet no ano que antecedeu a pesquisa. Baseado no número de usuários
que fazem download na internet, setenta e cinco por cento foram
classificados como piratas, na classe social A, oitenta por cento, na B,
oitenta e três por cento, na C, e noventa e seis por cento nas classes D
e E. O estudo do Ipea também revelou que os índices de pirataria são
mais elevados no Nordeste, com oitenta e seis por cento do conteúdo
baixado, seguido pelo Sudeste, com oitenta e dois por cento, Sul, com
setenta e nove por cento, e Norte e Centro-Oeste, com setenta e três por
cento, cada. Em relação à faixa etária dos usuários, os dados mostram
que os jovens de dez a quinze anos são os que mais baixam conteúdos
piratas, noventa e um por cento – e o número é menos expressivo entre
aqueles com mais de sessenta anos de idade, sessenta e sete por cento.
Para fazer o levantamento, o Ipea diferenciou os usuários pagadores dos
não pagadores de músicas e filmes baixados pela internet. O questionário
da TIC Domicílios tinha três perguntas sobre conteúdo digital: uma
sobre filmes, outra sobre músicas e a terceira sobre o pagamento de
filmes, músicas e ringtones comprados na internet.
Segundo o Ipea, do total de usuários que fazem download, 81% são ´piratas´.
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